Sociedade Musical e Recreativa Lapa

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MANIFESTO DOS PONTOS DE CULTURA

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O repasse da terceira parcela do projeto de Pontos de Cultura está trancado com o Estado desde julho. Dinheiro este que nos últimos dois anos ajudou a Banda da Lapa a melhorar a estrutura da sede, a comprar instrumentos para os alunos, a colaborar com uma pequena ajuda de custo aos nossos dedicados instrutores de música, além de contribuir com outros projetos culturais na comunidade. Entretanto, devido a este atraso, o trabalho dos quase 60 pontos de cultura em todo o Estado está, em alguns casos, sujeito a acabar, por descaso do Governo Estadual.

Confira o MANIFESTO DOS PONTOS DE CULTURA


"Os 60 Pontos de Cultura de Santa Catarina vem a público PROTESTAR ante o DESCASO do Governo Estadual no ATRASO do repasse da 3ª Parcela do convênio assinado com as entidades sócio culturais.


Pontos de Cultura são iniciativas da SOCIEDADE CIVIL apoiados por uma política pública Federal, o PROGRAMA CULTURA VIVA, que descentraliza as ações nos estados conveniados como SANTA CATARINA, que tem a OBRIGAÇÃO de gerir o programa e HONRAR uma contrapartida financeira de 01 terço do recurso investido pela União.


O programa prevê uma AÇÃO CONTINUADA, 03 anos de trabalho nos quais as entidades PRESTAM CONTAS dos recursos no final de cada ano. Em acordo com a lei, a prestação de contas FOI ENTREGUE em junho de 2012 junto a Fundação Catarinense de Cultura.


O Governo Federal JÁ DEPOSITOU sua parte dos recursos da 3ª Parcela do convênio em julho de 2012. Os Pontos de Cultura AGUARDAM desde então que Santa Catarina HONRE sua contra partida financeira, conforme determina o convênio e de pleno conhecimento dos GESTORES ESTADUAIS.


Como forma de NÃO PARAR AS AÇÕES, a maioria dos Pontos de Cultura continuou o trabalho de forma VOLUNTÁRIA ou reduzida até o limite do INSUSTENTÁVEL.  O trabalho no segundo semestre de 2012 está COMPROMETIDO gerando inúmeras consequências como:


· Paralisação total de atividades;

· Dispensa de alunos e professores;

· Dificuldades financeiras na manutenção de espaços físicos atrelados aos projetos;

· Descrédito das ações perante as comunidades beneficiadas;


De Dionísio Cerqueira no Extremo Oeste a Grande Florianópolis, os Pontos de Cultura realizam um GRANDIOSO TRABALHO focado em comunidades carentes, comunidade rurais, comunidades em extremo risco social, periferias e bairros das grandes cidades, com foco nas crianças e jovens, colaborando para uma formação cidadã, melhorando a autoestima e a QUALIDADE DE VIDA. A grande maioria atua em espaços que nunca haviam sido beneficiados por uma política pública da cultura.


Mesmo com todo esse trabalho o Governo de SC se mantém IMPASSÍVEL não indo além de “previsões de data” do repasse que nunca se confirmam, FRUSTRANDO ainda mais as entidades proponentes.


Para uma gestão que se elegeu sob o discurso das “PESSOAS EM PRIMEIRO LUGAR” essa atitude é mais uma mostra de que nada supera a dureza da realidade."

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MEMÓRIAS E HARMONIAS DE UMA BANDA CENTENÁRIA

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Documentário mostra a importância da Banda da Lapa para a comunidade do Ribeirão da Ilha

A comunidade do Ribeirão da Ilha prestigiou o lançamento do documentário e livro “Memórias e harmonias da Banda da Lapa”. O evento Cine Som da Lapa, realizado no Centro Social Comunitário do Ribeirão da Ilha, mostrou a trajetória da banda em seus 114 anos de história.  

Em um conjunto de documentários que totalizam 67 minutos, os realizadores do projeto Daniel Choma e Tati Costa reuniram documentos, fotos e muitas estórias sobre a centenária Banda de música. No documentário moradores do Ribeirão, integrantes da Sociedade Musical e Recreativa Lapa, contaram a cultura ilhéu através de relatos das experiencias vividas com a Banda da Lapa.

Produzido pelo Instituto de Memória e Imagem Câmara Clara e com o apoio da Sociedade Musical e Recreativa Lapa e Ponto de Cultura Educação Musical Popular, o trabalho foi viabilizado através de seleção no prêmio Interações Estéticas - Residências Artísticas em Pontos de Cultura, realização do programa Cultura Viva, Mais Cultura, Funarte, Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura e Governo Federal. O resultado foi um livro DVD de 52 páginas que reúne um documentário e quatro curtas e uma exposição fotográfica. Esses elementos compuseram a noite, marcada pela emoção para os ribeironenses  junto da apresentação da Banda da Lapa, que executou canções marcantes de sua história durante o evento de lançamento do livro DVD. 

O público se identificou com a história da Banda que se mistura a historia do próprio Ribeirão da Ilha e aplaudiu a banda e a comunidade durante a exibição do documentário e da apresentação da Banda da Lapa. É o que indica o depoimento de Maria de Fátima, moradora da Freguesia do Ribeirão da Ilha.  “A banda realmente ela é vida, a música é vida. Para nós é muito importante, porque morar no Ribeirão da Ilha e ter uma banda não é para qualquer um.”

Os músicos e integrantes da Sociedade Musical e Recreativa Lapa acompanharam o trabalho de Daniel Choma e Tati Costa durante seis meses e estavam em grande expectativa para apreciar o resultado do trabalho. “A gente se sente mais valorizado. O que eu achei mais interessante mesmo foi isso, foi a comunidade se vendo e a gente vê o pessoal da comunidade falando bem da banda e quem não falou da banda, ou quem não tinha esse conhecimento, vem aqui ver que o trabalho é bem maior do que se imagina, bem maior do que só sair na rua e tocar um Zé Pereira. Que existe um estudo, além de banda, além de vir tocar, existe uma família, há uma interação legal entre os músicos e ver a própria apresentação, que é resultado de tudo isso.” Declara Barbara Farias Martins, clarinetista da Banda da Lapa e moradora do Ribeirão da Ilha.

A produção, que contou com 41 entrevistas, permitiu que documentos espalhados pela comunidade formasse um acervo histórico para a Banda da Lapa. O material, 600 exemplares, será distribuído gratuitamente para escolas, comunidade e instituições culturais. Para Daniel Choma o documentário ajudou a resgatar e a preservar a história da comunidade do Ribeirão. “A banda é um patrimônio cultural da cidade de Florianópolis, e essas pequenas memórias, essas pequenas histórias que fazem a banda ser o que é para toda a comunidade de Florianópolis, estavam sem registro. Então acho que outra importância foi registrar essas memórias, fazer entrevistas principalmente com os mais velhos, que ainda estão ai, pessoas que já deixaram a banda e também algumas pessoas do Ribeirão, que lembram daquela banda de 1950, 1940.” Ao todo foram feitas mais de 50 horas de gravação, entre entrevistas e filmagens das apresentações da Banda da Lapa.

 

 

 O documentário “Memórias e harmonias da Banda da Lapa” foi dividido em quatro atos: Do ar, O sopro, O pulso e a A pausa. Foram produzidos tambem quatro extras: “O tom da cor do som”, que traz os relatos de músicos da Banda da Lapa sobre a possibilidade de designar uma cor para o som do instrumento; “Toque feminino” que fala da presenca das mulheres na Banda; a construção da sala de ensaio da banda, a qual ensaiou sem uma sede até seu centenário, é trabalhado no curta “Sala de ensaio”; e “Ressurgimento”, que trabalha a estréia do dobrado Ressurgimento, do Maestro Basílio Machado, em 1952, quando a Banda ficou um ano sem se apresentar. Todo esse material compõem o livro DVD “Memórias e harmonias da Banda da Lapa”. 

 

Por Valéria Valdeci Martins e Filipe Scotti 

 

 

 

 

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